Vuelta 2016: Van Genechten vence no sprint e Atapuma permanece líder

Como é de costume, a Vuelta sempre nos surpreende! Hoje, que era para ter sido uma etapa de transição, ou seja, sem grandes emoções e apenas com os ciclistas se resguardando para a etapa de montanha de amanhã, se mostrou um dia em que muitas coisas aconteceram.

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A começar pelo vencedor da etapa, uma zebra total, Jonas Vangenechten (IAM Cycling) venceu sua primeira prova no nível World Tour, e antes disso era um gregário desconhecido, mas é ai que o ciclismo nos surpreende, pois são estes caras que nunca aparecem, mas que trabalham muito para seus líderes que acabam construindo grandes vitórias, isso aconteceu na Paris-Roubaix deste ano, vencida por gregário, e tem acontecido na Vuelta com o “novo” velocista da Ettix, Gianni Meersman. É só dar oportunidade para estes caras, que são muito feras, que os resultados aparecem.

Outros acontecimentos da etapa foram as desistências de estrelas como Michael Kwiatkowski (Sky), o líder da Katusha, Rein Taramae e do velocista da Trek Niccolo Bonifazio, o primeiro saiu se queixando de dores nas costas e problemas com assaduras, já Taramae caiu feio quando se deslocou até o carro da equipe durante a etapa e por pouco não foi atropelado.

Ao final da etapa houve uma queda com vários ciclistas importantes na prova, como Alberto Contador (Tinkoff), José Gonçalves (Caja Rural) e Samuel Sanchez (BMC). A velocidade era intensa e Contador foi o mais afetado, chegou muito bravo e não foi por menos, a mesma situação aconteceu no Tour e o tirou da prova, agora acontece na Vuelta, que maré de azar que vive o espanhol…

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Johanes Frolinger ajudando a Giant-Alpecin levar a prova para o sprint, neste momento LL Sanches (Astana) e Simon Clarke (Cannondale) atacaram forte e só foram alcançados nos metros finais! (TDW)

Como a etapa se desenvolveu

Mais um dia de calor intenso e terreno próprio para altas médias foi o palco da sétima etapa da Vuelta. Uma fuga com oito atletas tomou corpo com 20km de etapa, e era formada por: Victor Campenaerts (Lotto NL-Jumbo), Johan Le Bon (FDJ), Sander Armée (Lotto Soudal), Davide Villella (Cannondale-Drapac), Vegard Laengen (IAM Cycling) e Luis Angel Mate (Cofidis). Eles abriram 3:22 minutos e o pelotão não queria deixá-los escapar, haja vista que neste ano as fugas estão batendo o pelotão e estão dando muito trabalho.

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A fuga do dia: Victor Campenaerts (Lotto NL-Jumbo), Johan Le Bon (FDJ), Sander Armée (Lotto Soudal), Davide Villella (Cannondale-Drapac), Vegard Laengen (IAM Cycling) e Luis Angel Mate (Cofidis)

A fuga foi anulada com menos de 40km para o final, com a Astana pegando a ponta e puxando em um ritmo muito forte. É até estranho ver isso e perceber que uma das equipes mais fortes do mundo, veio para a Vuelta sem um líder propriamente dito. O melhor colocado da Astana é Michele Scarponi em 16 lugar, a 2:17min de Atapuma, e poucos sabem dizer ao certo se ele realmente irá tentar a briga pela geral. Ano passado a Astana chacoalhou a prova e deu o título a Fabio Aru que em 2016 fez uma temporada tímida. Aqui, a meta da Astana é apenas vencer etapas, mas por enquanto estão apenas batendo na trave.

Ao anular a fuga com os oito atletas iniciais, uma nova fuga saiu e a tática da Astana foi colocada em ação, colocando Dario Cataldo e Luis Leon Sanches numa escapada com Brambilla, Clarke e Mate, somando 5 atletas na ponta e um risco muito grande da etapa não ser levada para o sprint. Giant Alpecin, Movistar, Trek e Dimension Data puxavam o pelotão que acabou anulando os escapados apenas em cima da linha de meta, onde Jonas Vangenechten (IAM Cycling) venceu de forma incontestável, à frente de Daniele Benati (Tinkoff) e Alejandro “Incansável” Valverde (Movistar).

Veja o resumo da etapa:

Confira mais imagens desta etapa (TDW):

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