Fuglsang será o líder da Astana no Tour de France 2017

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Medalha de prata nos Jogos Olímpicos do Rio, e um dos maiores gregários da atualidade, Jakob Fuglsang finalmente  subiu de cargo 🙂 . Ele e a comissão técnica da Astana decidiram que o próximo Tour de France será feito com o atleta dinamarquês como líder da equipe. Segundo o chefão da Astana, o cazaque Alexander Vinoukrov, Fuglsang tem todas as características que levaram a esta decisão, o atleta tem tido grandes resultados, sobe muito bem e tem um excelente contra-relógio.

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A verdade é que Fuglsang, assim como outros grandes gregários da atualidade, tem que estar em sua melhor forma para defender o líder da equipe e nem sempre sobra um “gás” para vencer outras provas da mesma importância. Na Tinkoff, Rafal Majka fez isso várias vezes quando Alberto Contador teve problemas e hoje Majka conseguiu um contrato com a Bora-Hasgrohe para ser líder em Grand Tours (ele provavelmente será o líder daquela equipe, ao lado de Peter Sagan, no Tour de France). Fuglsang segue a mesma linha e teve resultados como a medalha olímpica e o sétimo lugar no Tour de 2013, e nesse meio tempo, trabalhou muito para que a Astana fosse considerada uma das poucas equipes do mundo capazes de medir forças com a Sky.

o pódio no Rio.
O pódio nos Jogos Olímpicos do Rio: Fuglsang (Prata), Greg Van Avermaet (Ouro), Rafal Majka (Bronze).

Fuglsang terminou a temporada 2016 no Mundial de Doha, onde competiu na prova de contra-relógio por equipes dia 20 de outubro. Desde então o atleta passou 30 dias de férias onde fez alguns treinos de corrida e MTB, além de uma luxuosa viagem com sua esposa para o caribe, tudo para recarregar as energias para a próxima temporada. Por enquanto, nem ele, nem Vinoukrov, assumiram o que seria um bom resultado no Tour, mas é certo que seria no mínimo repetir um top 10 na geral, algo que não foi feito por Fabio Aru este ano, no qual o italiano ficou na 13a posição e sofreu muito para acompanhar o seleto pelotão do Tour.

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“Eu devo começar a temporada ou no Abu Dabi Tour, ou no Tour de Oman”, frisou o atleta que prefere iniciar a temporada no calor do oriente médio no final de fevereiro, ao invés de participar do Tour Down Under, na Austrália, em janeiro, pois, segundo o atleta, é muito cedo na temporada e pode atrapalhar os treinos de base. Isso reflete o consenso geral entre os atletas, que tem sido procurar lugares um pouco mais quentes para iniciar a preparação, e fugir do rigoroso inverno europeu.

“Também devo participar de algumas clássicas na primavera, e o Tour de Flandres é uma prova que eu absolutamente amo correr. Ano passado fiquei na 25a posição e ajudei meu time, e este ano estaremos com um forte time de clássicas, com Michael Valgren, Matti Breschel, Oscar Gatto e com a nova estrela cazaque, [Alexey] Lutsenko, e quero fazer parte do time e ajudá-los a trazer um grande resultado”. Desta forma, Fabio Aru deve liderar a Astana no Giro e Fuglsang irá para o Tour, assim como o jovem talento colombiano, Angel Miguel Lopes. Lopes iria correr o Giro, mas a fratura na perna deve postergar o início da temporada, o que deve levá-lo a fazer parte da equipe no Tour.

“Ano que vem tentarei assumir mais riscos, e ir bem no Tour será a grande meta. Não sou um escalador nato, mas posso ser capaz de andar junto com os melhores ciclistas, farei meu melhor para isso”, apontou o atleta de 32 anos que deve andar muito na próxima temporada.

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Confira o final da prova de estrada dos Jogos Olímpicos do Rio:

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