Vuelta a España: Lutsenko traz vitória para Astana em Alcossebre

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Essa foi uma etapa agressiva, com muitos ataques desde o início do dia e as grandes equipes decidiram que o melhor era deixar alguns atletas distantes da camisa de líder saírem na fuga para que a paz voltasse a reinar no pelotão. A fuga tinha alguns nomes de peso, como o francês Julian Alaphilippe (QuickStep-Floors), a revelação da Holanda, Jetse Bol (Manzana-Postobon), e vários outros, mas a vitória ficou mesmo com o cazaque Alexey Lutsenko (Astana), que atacou forte e venceu de forma muito bonita, na gíria do ciclismo: “escapado”!

Alexey Lutsenko é hoje um dos poucos ciclistas do Cazaquistão que ainda mantém a tradição de trazer grandes vitórias para aquele país da Ásia, tradição construída por grandes como o campeão olímpico de Londres, Alexander Vinoukrov (que hoje é chefe de Lutsenko na Astana), Maxim Iglinsky (vencedor da Liege-Bastogne-Liege), Andrey Kashechkin (campeão mundial júnior e pódio na Vuelta em 2006), além de muitos outros.

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O alemão Cristian Knees trabalhou muito para a Sky manter a ordem no pelotão hoje (TDWSport).

Lutsenko é um dos novos expoentes da nova Astana, que tenta apagar seu passado conturbado e afetado por escândalos de doping. Lutsenko tem trazido vitórias importantes para o Cazaquistão, como o campeonato mundial de CRI sub-23 e vitórias em etapas de voltas de uma semana, como a Paris-Nice. A vitória de hoja na Vuelta traz novos ares ao time e a perspectiva de que os cazaques ainda estão vivos e prontos para duelar com os melhores ciclistas europeus.

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O francês Julian Alaphilippe (QuickStep-Floors) estava na fuga e deu trabalho! (TDWSport)

A briga pela geral teve um misto de emoções, haja vista que o italiano Gianni Moscon, gregário de Froome na Sky, está dando o que falar com o ritmo que está impondo nas escaladas, algo surreal! Moscon está em sua primeira participação em Grand Tours, mas já ouviu algumas vezes Froome pedir para que Moscon diminuísse o ritmo, algo que mostra a força que o atual campeão italiano de contra-relógio e 5o na Paris Roubaix desse ano, com apenas 23 anos, possui. Moscon está se mostrando até aqui, um dos gregários mais completos do pelotão e sem dúvidas a Sky terá problemas futuros quando precisar escalar Moscon para ser gregário, quando ele talvez possa estar mais forte do que o líder, algo similar ao que aconteceu com Mikel Landa no Tour de France. Mas, só o tempo dirá.

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Amanhã a Vuelta terá mais uma etapa plana e as emoções ficarão por conta do show dos sprinters! Não perca ;p

Veja os quilômetros finais da etapa de hoje:

 

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