Peter Sagan: O melhor ciclista profissional da atualidade

Saiba como!

Ao vencer a Paris-Roubaix 2018, percebendo que o incrível Silvan Dillier, que o acompanhou no trecho final da prova, já não representava perigo para sua vitória, Peter Sagan soltou um grito do fundo de sua alma, como se estivesse aliviado depois de tanta pressão.

E não era pra menos. Depois da vitória de Vicenzo Nibali na Milão-Sanremo e o domínio total da Quick-Step na E3 Harelbeke, muitos começaram a duvidar se Sagan estava na mesma forma dos anos anteriores. Mesmo com a vitória em Gent-Wevelgem, alguns adversários comentavam que ele não parecia estar tão bem.

Os debates sobre a quantidade de clássicas monumento que ele venceu logo passou a ser o assunto principal das conversas entre os amantes do esporte, isso porque ele, até domingo, havia vencido, apenas, o Tour de Flandres 2016. Esse ano esperava-se mais, mas Sagan foi sexto nos dois primeiros monumentos da temporada (Milão-Sanremo e Tour de Flanders) e a pressão subiu.

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Para piorar o tricampeão do mundo tinha a exata noção de como vencer a Paris-Roubaix era algo difícil: antes de 2018 ele havia largado seis vezes e seu melhor resultado foi um sexto em 2014.

Outro problema seria enfrentar o jogo da Quick-Step Floors, que demonstrou esse ano estar muito bem preparada e com vários ciclistas com possibilidades de vencer as provas. A equipe belga mandou na maioria das clássicas disputadas esse ano, levando inclusive Sagan a fazer um desabafo, após a vitória de Niki Terpstra no Tour de Flanders, dizendo que se não houvesse cooperação das outras equipes para enfrentar a Quick-Step esse ano, eles venceriam muitas outras provas. Desabafo esse que gerou uma série de críticas, a mais forte delas do belga Tom Boonen que disse que Sagan deveria parar de reclamar e dizer que as outras equipes não coloboram com ele, já que ele também se aproveita das outras equipes.

Sagan recebeu as críticas com seu humor habitual, postando em sua conta do Twitter um coração junto a uma foto de Boonen o cumprimentando pela vitória após o seu segundo campeonato mundial:


As criticas aparentemente só alimentaram “o monstro” dentro de Sagan que, contanto com a sorte dos vencedores de Paris-Roubaix, sem furos ou acidentes, ganhou e protagonizou a melhor resposta aos críticos: um ataque a 50 quilômetros do final tirando todas as equipes, principalmente a Quick-Step, de sua posição de domínio.

Nas entrevistas Peter Sagan falou sobre Boonen e provou ser um grande campeão:

“Eu tenho um grande respeito por Tom Boonen”, disse Sagan. “Eu sempre o acompanhei quando criança, ele é um ídolo pra mim. Não posso dizer nada sobre ele, eu o respeito”, finalizou.

Greg Van Avermaet, Philippe Gilbert, entre tantos outros ciclistas da atualidade já expuseram o quanto Sagan é especial e nunca pode ser subestimado. Mesmo quando aparentemente não está no seu melhor, ele pode vencer.

Veja o que já disseram sobre Sagan grandes nomes do esporte:

“Eu me vejo em Sagan.” Eddy Merckx

“Ele é um assassino frio.” Robbie McEwen

“Basicamente é Sagan contra o resto.” Matt White

“Eu acho que é apenas o começo de tudo o que ele ainda vai fazer.” Fabian Cancellara

“Peter Sagan é claramente especial, tanto que os livros de história precisam ser consultados.” The Guardian

“É como assistir Messi jogando futebol.” Dave Brailsford

“Sagan é Jedi.” David Millar

A vitória de Peter Sagan na Paris-Roubax deixou a equipe Bora-Hansgrohe em êxtase com o primeiro Monumento conquistado pela equipe: “Sagan escolheu o momento certo para fazer um show”, disse o gerente geral da equipe, Ralph Denk.

Entre os amantes do ciclismo, depois da linda vitória, o debate mudou e é sobre onde estará Peter Sagan comparando-o com os melhores da história.

Sobre as críticas sofridas, resta a Peter Sagan abraçar o papel de melhor e provar sempre. E é uma árdua missão, já que somente esse ano, sua equipe, a Bora-Hansgrohe, lhe ofereceu alguns bom gregários para ajuda-lo na missão de vencer grandes clássicas. Quando Tom Boonen, Fabian Cancellara e Johan Museeuw, três grandes “classiqueiros” corriam, suas equipes cercaram-nos de gregários capazes de levá-los ao final de uma prova. Entre os três, eles ganharam nada mais, nada menos que 9 Tour de Flandres e 10 Paris-Roubax.

Sagan, com a vitória de domingo tem 2 monumentos, mas tem tudo para vencer muitos outros. Por isso, resta-nos agradecer por poder ver esse mito se formando.

E para esquentar o debate separamos alguns comparativos feitos através do site de estatísticas Pro Cycling Stats que podem ajudar a chegar a uma conclusão.

 

 

 

 

 

 

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