Tour Down Under – Déjà vu na terceira etapa, Sagan vence

Saiba como!

2019 não foi muito diferente de 2018 para o tri campeão do mundo, o eslovaco Peter Sagan.

A primeira vitória da temporada veio como um déjà vu do que aconteceu em 2018: na mesma cidade (Uraidla) e vencendo os mesmos adversários que apenas mudaram de posição. Em 2018 Sagan venceu Daryl Impey (Mitchelton-Scott), com Luis León Sánchez (Astana) na terceira posição e hj ele bateu L.L. Sánchez com Impey conquistando a terceira colocação.

Veja como foi em 2018.

Depois de perder as 2 primeiras disputas de sprint, o ex-campeão do mundo, que vinha de um oitavo e um terceiro lugar, provou que nada mudou e continua sendo um dos poucos velocistas que conseguem ultrapassar algumas montanhas junto dos melhores escaladores e vir para a chegada com gás para vencer. Foi o que aconteceu: depois de cerca de 150 quilômettros e mais de 3 mil metros de ascensão, Sagan bateu Sánchez e Impey, que contou com um belo trabalho da Mitchelton-Scott.

Sánchez cumprimenta Sagan depois da chegada.

A etapa foi marcada pela presença do italiano Elia Viviani (Deceuninck-Quick Step) na principal fuga do dia. Viviani bateu a primeira meta voltante, logo depois da largada, e aproveitou o movimento para fazer parte da fuga que contou também com Nic Dlamini (Dimension Data), Michael Potter (UniSA-Austrália), Manuele Boaro (Astana), James Whelan (Education First) Nico Denz (AG2R La Mondiale) e Léo Vincent (Groupama-FDJ).

O campeão italiano andou escapado durante boa parte da prova, mas foi o primeiro a abandonar a fuga e voltar ao pelotão.

A fuga do dia.

Outro fato marcante foi o contra-ataque de Alberto Bettiol e James Whelan, ambos da Education First. Eles abriram fuga depois que o pelotão neutralizou a fuga inicial do dia, chegaram a abrir mais de um minuto do pelotão, mas, na última volta no circuito que finalizava a etapa, foram alcançados pelo pelotão que era liderado pela Michelton-Scott.

Depois disso o pelotão veio compacto até a última subida, há cerca de 3 km para a chegada, quando o pequeno Kenny Elissonde (Sky) lançou forte ataque, dando início às hostilidades e tentativa de deixar os velocistas para trás.

Após um momento de politicagem, o primeiro a tentar fechar a lacuna aberta pelo francês foi o holandês Robert Gesink (Team Jumbo-Visma), mas rapidamente as equipes se organizaram na tentativa de não deixar que a dupla se unisse e conseguissem abrir.

E deu resultado, antes mesmo de Gesink alcançar Elissonde o canadense Michael Woods (Education First), terceiro no mundial 2018, passou por eles observado de perto por uma série de favoritos que vinham logo atrás, entre eles, L. L. Sanches, Michael Valgren (Team Dimension Data), Sagan, assim como o atual líder geral da prova, Patrick Bevin (CCC).

Apesar do ritmo intenso, ainda sobraram no grupo cerca de 30 ciclistas que vieram para a chegada.

Mais uma vez foi a Mitchelton-Scott que assumiu a liderança do grupo no último quilômetro, na tentativa de deixar Daryl Impey, o vencedor de 2018, na melhor situação possível para o sprint. Impey abriu o sprint com pouco mais de 250 metros para o final, mas em sua roda estava Peter Sagan que soube esperar o melhor momento para partir e cruzar a linha em primeiro com L. L. Sánchez cruzando logo atrás.

Foi a 110ª vitória profissional de Sagan e a primeira da Bora em 2019.

Resumo da etapa:

Entrevista de Sagan pós etapa:

Resultados finais:

Veja os replays das etapas aqui.