Tour de France: Urán, mesmo com câmbio quebrado, vence

Saiba como!

O colômbiano Rigoberto Urán (Cannondale-Drapac) contou com a sorte de não ter se envolvido com maior gravidade no acidente que acabou tirando Richie Porte (Team BMC) da prova. Mesmo não caindo ele acabou sendo atingido por Dani Martin (Quick Step-Floors), que também se envolveu no acidente, e teve seu câmbio avariado. Ele continuou e, após o término da descida, ainda faltando 10 quilômetros, chamou o carro mecânico e pediu para travar na catraca 11, a mais pesada. A partir daí ele fez milagre, de 53×11, a marcha mais pesada da bicicleta, ele revezou com o grupo que perseguia Romain Bardet (Ag2R) e tirou forças para vencer no sprint. Bravo!

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A prova foi marcada por vários acidentes, as principais vítimas, que acabaram abandonando a prova, foram Gerait Thomas (Team Sky), Richie Porte e Robert Gesink (Lotto NL-Jumbo).

Foi a melhor etapa até aqui com AG2R e Trek enviando gregários para os grupos de fuga que se formaram logo no início da prova e que deram muito trabalho para o controle do pelotão principal pela Sky.

Apesar do trabalho a Sky soube controlar os nervos e deixou para a última escalada do dia a definição da etapa. E tudo começou com um susto, logo no início Froome teve um pneu furado, levantou o braço pedindo ajuda e ao mesmo momento o italiano Fabio Aru, atacou. Diz a regra não escrita que não se ataca o líder com problema mecânico, mas, a principio, não foi o aconteceu. Aru partiu e foi acompanhado por todos os favoritos que estavam juntos, entre eles, Romain Bardet, Nairo Quintana, Daniel Martin, entre outros. Mas foi só um susto para a Sky, assim que ela se organizou e já trazia Froome de volta, os ciclistas que seguiam com Aru resolveram não participar daquela atitude (para indiganção do italiano) e decidiram esperar o líder da prova.

O Team Sky no começo da etapa. Eles ainda teriam muito trabalho pela frente.

A Sky rapidamente reentrou no grupo e Mikel Nieve (Team Sky) assumiu a ponta, na tentativa de evitar qualquer outro ataque. Mas não durou muito tempo para que os ataques começassem, Aru, Porte e Daniel Martin tentaram, mas foi Froome que assustou a todos. Em uma daquelas típicas aceleradas, depois que todos já haviam atacado, ele partiu e fez várias vítimas, incluindo Quintana e Aru, que depois de fazer muita força conseguiu voltar ao grupo do camisa amarela. Outro que sobrou e voltou foi Martin, mas Quintana, Contador e Yates sobraram e não conseguiram reconectar antes do início da descida final.

Caos no grupo dos favoritos.

A descida, extremamente técnica, foi, desde o começo, liderada por Froome que já mostrou que evoluiu muito e é um dos melhores “descenders” do pelotão.

A prova era liderada nesse momento por Warren Barguil (Team Sumweb) que descia com uma vantagem de 20 segundos para o seleto grupo perseguidor formado por alguns dos favoritos da geral: Froome, Aru, Fuglsang, Porte, Bardet, Martin e Urán.

E foi na descida que o principal acidente da prova aconteceu, Froome botou um ritmo muito forte e acabou fazendo Porte errar. Ele errou a tangente de uma curva, pegou a grama e foi ao chão, levando junto Dan Martin. A queda, a quase 70 quilômetros por hora, foi terrível e Porte teve que abandonar.

Porte foi para o hospital, mas está bem.

Martin conseguiu se levantar, juntou-se com Quintana que vinha logo atrás e fizeram o que dava para não perder tempo para o grupo líder, mas era uma situação complicada.

Salvo por um capacete.

Quando se aproximaram de Barguil, Bardet atacou o grupo, alcançou Barguil, apertou ainda mais e seguiu solo, chegando a abrir 30 segundos.

Foi nesse momento que percebeu-se o problema com Urán, ele foi até o carro, tentou consertar e verificando que não teria solução pediu ao mecânico para colocar na mais pesada (catraca 11). Feito isso ele se juntou aos outros 4 perseguidores que logo pegaram Barguil que se juntou a eles. Barguil ficou na roda do grupo enquanto Froome, Aru, Fuglsang e Urán revezavam diminuindo quilômetro a quilômetro a diferença para Bardet.

No quilômetro final, já com Bardet junto ao grupo, o grupo veio para o sprint.

Fuglsang foi quem atacou primeiro, porém muito longe, Urán conseguiu encostar e atacar pela direita a 200 metros da chegada. Bardet tentou alcançar o colombiano, mas foi Barguil que surgiu, colocou do lado de Urán e obrigou mais uma vez a utilização do photo finish para definir o vencedor.

Urán vence e Froome ainda consegue bônus de tempo por ficar em terceiro.

Barguil que comemorou ao passar a linha teve que se contentar com o segundo lugar, depois das imagens revelarem que Urán havia cruzado a linha centímetros na sua frente.

Barguil comemorou, mas não levou.

Quintana terminou com Martin e Simon Yates a 1min15 dos vencedores. Já Contador tomou mais tempo, chegando apenas 4min19 depois.

Veja os vídeos da etapa:


Veja os resultados: