Vuelta a España: Nielsen bate sprint; pelotão reclama da dureza do percurso

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A terceira vitória da equipe Orica-BikeExchange veio das mãos (e das pernas!) de Magnus Cort Nielsen, o jovem dinamarquês de 23 anos que veio mais forte que seus oponentes na chegada desta 18a etapa. Nielsen tem feito uma Vuelta muito forte, ajudando seu time em etapas importantes, como na etapa rainha, em que fez parte da fuga que ajudou a desgastar o Team Sky e tem sido uma peça fundamental na terceira colocação geral de Esteban Chaves, a vitória de hoje veio para coroar todo este trabalho.

Saiba Tudo sobre a Vuelta aqui!

Confira a entrevista com Esteban Chaves!

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Mais um dia de batalha para levar a chegada para o sprint, não é fácil! 🙂  (TDW)

Os ciclistas da geral tiveram um dia para se prepararem mentalmente para o crono de amanhã, e nada mudou nos tempos da classificação, com Quintana imponente na liderança.

Amanhã, os 37km que começam em Xabia  e terminam em Calp são quase planos, e devem privilegiar Chris Froome, considerado o mais forte do pelotão na disciplina contra o cronômetro, e que foi bronze nos Jogos Olímpicos do Rio.

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Ciclista da Ag2r-LaMondiale busca água para seus companheiros (TDW).

Pelotão reclama da dureza desta edição da Vuelta

Vários ciclistas tem expressado a opinião sobre a grau de dificuldade desta edição da Vuelta a España, eles tem dito que, simplesmente, esta é a competição mais dura que eles já participaram na carreira. E isso não é por menos, com 11 chegadas ao alto, sem contar o alto nível da competição, e o fato que etapas realmente planas não foram programadas  no percurso, tem levados vários ciclistas à exaustão.

Na 15a etapa, na qual Contador e Quintana abriram fuga com 1km de prova, um pelotão com 93 ciclistas excedeu o tempo limite e foram eliminados da competição. A organização voltou atrás mais tarde e os permitiu continuar, por considerar que seria ruim para a imagen do ciclismo seguir com apenas 71 ciclistas na prova.

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Os ciclistas têm sofrido com o percurso duro e seletivo desta edição da Vuelta (TDW).

Para o veterano americano, Tyler Farrar (Dimension Data), o incremento na dificuldade não se restringe à Vuelta, e várias competições tem se tornado mais duras nos últimos anos, com a adição de subidas mais duras e percursos mais desafiadores, mas tudo tem um limite. Segundo ele afirmou em entrevista, ele correu este ano o Tour da Califórnia mais duro da história, na sequência veio o Tour de Suisse mais duro dos últimos anos e agora a Vuelta segue a mesma tendência.

O fato é que na competição espanhola os maiores velocistas da atualidade decidiram não participar, justamente pelo percurso altamente seletivo e com poucas chances de haver chegadas em massa. Segundo Farrar, alguns anos atrás, uma etapa como a de hoje, com 2500m de desnível era considerada de média montanha, hoje é etapa “plana”, e isso tem feito com que o cansaço tenha se acumulado nos atletas, sendo que alguns estão à beira de desistir e só pensam em “terminar”, ou seja, chegar em Madri domingo.

“Para os melhores escaladores do mundo, que estão em peso nesta Vuelta, ter esse tipo de terreno todos os dias é bastante interessante, Contador, Froome e Quintana podem lidar bem com etapas monstruosas dia sim, dia não, mas para a maioria do pelotão tem sido muito complicado”, frisou o veterano Farrar, que participa de seu décimo-quinto Gran Tour.

Veja os últimos km da etapa:

Veja a entrevista com Esteban Chaves:

Confira o vídeo on-board

Confira mais imagens desta etapa (TDWSport e Getty images):

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