Mundial de Estrada: Tony Martin, o mago do contra-relógio

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Poucos ainda acreditavam em Tony Martin, o alemão que corre pela equipe belga Etixx-QuickStep, se sagrou campeão mundial de contra-relógio pela quarta vez na carreira e mostrou a todos que ainda é capaz de fazer aquilo que mais gosta: vencer.

As críticas para o atleta não são descabíveis, ele venceu o mundial por três anos consecutivos: 2011, 2012 e 2013, o que por si só já mostra um talento gigantesco, e após dois anos difíceis, onde ele foi segundo em 2014 e sétimo em 2015, todos afirmavam que Martin já era uma carta fora do baralho, devido aos seus resultados discretos nestas duas temporadas e também após a decepção no crono dos Jogos Olímpicos, vencido por Fabian Cancelara.

Tony Martin on stage eleven of the 2013 Tour of Spain
Tony Martin estará, em 2017, vestindo pela quarta vez a camisa que ele mais gosta: a arco-íris.

O alemão de 1,86m, 75kg e 31 anos de idade, possui todos os pré-requisitos para vencer provas contra o cronômetro: a capacidade de produzir e sustentar grande potência, aliada à capacidade psicológica muito boa e ao equipamento e preparação feito por sua equipe, que tem revelado grandes talentos na modalidade e nessa especialidade, como Mkhal Kwitkowski, Yves Lampaert e Bob Jungels.

Martin tem o apelido de Panzerwagen, que em alemão significa “Tanque de Guerra”, o que é um apelido justo para um atleta com tanta força e que não tem medo de pegar a ponta do pelotão. Martin em 2017 irá vestir as cores da equipe russa Katusha, o que deve aumentar o poder de fogo do time nas clássicas e voltas, onde Martin tem ajudado seus companheiros de equipe a conquistar grandes resultados, protegendo a equipe do vento e mantendo o ritmo do pelotão sempre alto, coisas que apenas passistas do nível de Martin (pouquíssimos no mundo) são capazes de fazer.

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O merecido pódio do mundial de 2016: Kyrienka em segundo, Martin em primeiro e Castroviejo em terceiro. Os grandes nomes da modalidade no momento (Getty).

“A vitória neste mundial é como se fosse a primeira pra mim”, disse Martin, que após várias decepções nestas duas temporadas, viu seu novo título mundial significar um recomeço. Com isso, Martin, que chegou desacreditado ao Qatar, sai com duas medalhas de ouro, conquistadas nas provas individual e por equipe. O que mostra que, em 2017, a camisa arco íris estará nos ombros de quem ela mais gosta, ou seja, naquele que não cansa de vencer.

Veja a prova de crono na íntegra aqui:

Resultados do CRI

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