Sagan usou a experiência para vencer a Kuurne-Brussels-Kuurne

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Após ser bastante criticado por não ter atacado GVA na Omloop Het Niewsblad, no sábado, o eslovaco Peter Sagan (Bora-Hansgrohe) manteve a calma e soube atacar no momento certo para vencer a Kuurne-Brussels-Kuurne (KBK). Ele estava presente no seleto grupo que disputou a chegada e bateu o campeão de 2016, Jasper Stuyven (Trek – Segafredo) e Luke Rowe (Sky). A prova foi bastante disputada, com o nível altíssimo, como é comum em todas as clássicas.

Christian Knees (Sky) na ponta do pelotão, com Greg Van Avermaet (BMC) em sua roda (TDWSport).

A KBK é considerada uma prova voltada para os velocistas e eles estavam em peso na prova, com Demare, Kristoff, Bennet, Theuns e cia limitada. Mas as condições climáticas na região, com fortes ventos e clima desfavorável, transformou totalmente a prova. A fuga final contava com grandes nomes do pelotão e Peter Sagan fez valer seu talento e experiência ao pegar seus companheiros de fuga de surpresa e atacar no melhor momento possível, a pouco menos de 300 metros para a chegada.

Terceiro colocado na prova, Luke Rowe (Sky) inverteu um dos números dorsais para não ter azar com o número 13, uma das superstições mais comuns no pelotão. Deu certo! 🙂 (TDWSport)

Ao olhar na lista de inscritos para a prova, o plantel da QuickStep-Floors salta aos olhos, como acontece em todas as clássicas, mas, por incrível que pareça, a equipe saiu mais uma vez com as mãos vazias. A grande crítica neste ponto foi sobre o comportamento de Matteo Trentin (QuickStep-Floors), que estava na fuga final, e desrespeitou as ordens do técnico e atacou de longe, sendo engolido mais tarde e apenas conseguindo a quinta colocação, sendo que ele tinha tudo para vencer a prova. Questionado mais tarde, ele disse que “estava correndo de acordo com seus instintos”.

Jasper Stuyven (Trek-Segafredo) mostrou grande forme e andou escapado, mas não conseguiu repetir a vitória de 2016. Ele terminou na segunda colocação e se mostra com grande talento para representar sua equipe nas próximas clássicas (TDWSport).

Por outro lado, na equipe Trek-Segafredo, Jasper Stuyven mostrou novamente seu talento para as clássicas, com uma apresentação digna de um defensor de título e, apesar da pouca idade, mostra que a saída de Fabian Cancelara do time não os deixará órfãos de pai e mãe, eles ainda tem cartas para jogar.

Veja o sprint final da prova aqui:

Tony Martin cai

O campeão mundial de contra-relógio caiu quando faltavam cerca de 60 km para o final da prova. Aparentemente um ciclista da FDJ tentou desviar do retrovisor de um carro parado e acabou desequilibrando os ciclistas que vinham logo atrás.

Martin desclipou e tentou se reequilibrar, mas foi ao chão batendo o rosto em algo e abrindo o supercilio.

Apesar do sangue escorrendo pelo rosto Martin voltou para a bicicleta e continuou pedalando por vários quilômetros antes de, finalmente, abandonar e ser levado para o hospital.

Resultados

Replay da prova aqui:

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