TOP 10 – Irmãs no Ciclismo

Saiba como!

Os irmãos da Eritreia, Mekseb e Mossana Debsay, foram os primeiros ciclistas a garantirem uma vaga nos jogos Olímpicos de Tokyo 2020. E nesse clima, de irmandade, fui desafiado pelo jornalista e amigo Leandro Bittar, a escrever mais um TOP 10 sobre Irmãos no ciclismo. Mas dessa vez, o desafio foi selecionar duplas em que um dos membros seja mulher. Vamos lá, ver o que eu encontrei!

Os inspiradores desse post, não entrarão propriamente na lista, mas serão considerados Menção Honrosa. A lista é organizada indo da Mulher com menos expressão, para a com maior destaque no cenário do ciclismo!

10 – Cancellara

Talvez o nome e maior peso da lista. Mas o que pouca gente sabe, é que o campeão olímpico e mundial, possui uma irmã mais velha! E que ela se aventurou no ciclismo por alguns anos.

Nem de longe Tamara Cancellera conquistou os títulos do irmão, ficando restrita apenas a alguns campeonatos nacionais e mundial. Enquanto Fabian colecionou Clássicas de Paralelepípedos (3x Tour de Flandres, 3x Paris-Roubaix), 4x Campeão Mundial de Contra-Relógio, além do título olímpico da modalidade e diversas etapas em voltas.

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9 – Van Poppel

Danny (25), Kim (28) e Boy (31) van Poppel. Boy, o irmão mais velho do trio holandês, é profissional desde 2007, quando ingressou no time continental da Rabobank, acumulou 13 vitórias ao longo da carreira, nenhuma muito expressiva.

Danny, também teve inicio na equipe continental da Rabobank, mas hoje integra o grupo da Visma-Jumbo. Danny teve bem mais sucesso que a dupla de irmãos, já somando mais de 20 vitórias como profissional, com destaque para uma etapa na volta a Espanha.

Kim, teve pouca visibilidade, como maiores títulos possui um nacional de estrada e um de cyclocross.

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8 – Fernandes

A representatividade brasileira dessa lista é dada pelas Irmãs Fernandes. São ao todo 3: Janildes, Clemilda e Márcia.

Clemilda (39), é a mais velha das 3 e com maior destaque internacional. Desde 2004 competindo por equipes europeis, atualmente está na Eurotarget-Bianchi. Clemilda já venceu o campeonato Brasileiro por 3x e participou de 2 jogos olímpicos. Janildes (38), possui 3 participações em jogos olímpicos, além de medalhas em 2 jogos pan-americanos. Márcia (27), é a caçula das 3, com pouco destaque. Chegou a competir fora do país, mas escândalos envolvendo doping acabaram minando um pouco sua carreira

Clemilda e Márcia Fernandes defendendo as cores do Brasil!

7 – Gaviria

Fernando e Juliana Gaviria, são os representantes colombianos da lista. Aqui, Fernando, irmão mais novo, começou no ciclismo por influência da irmã, Juliana. Fernando iniciou no ciclismo de pista, acabou despontando para o mundo em 2015, quando bateu por 2x ninguém menos que Mark Cavendish, durante o Tour de San Luis. O jovem chamou a atenção da equipe Quickstep, e foi contratado no meio do ano. Fernando acumula vitórias no Tour de France, Giro d’Italia, Tirreno-Adriático, Tour da California e outros, além de possuir 2 mundiais de omnium.

Já a irmã mais velha, Juliana, compete apenas no ciclismo de pista. Possui medalhas de pan-americano no Keirin e no Sprint por Equipes, além de participações em jogos olímpicos.

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6 – Frapporti

Mattia, Simona e Marco Frapporti. O trio de irmãos vem direto da Itália e em ordem crescente de idade, respectivamente, temos 24, 30 e 34. Começando pelo mais velho, Marco iniciou sua carreira na equipe CSF e esteve em equipes Pro-Continentais por toda sua carreira, desde 2013 corre pela Androni Giocatoli, coleciona apenas 4 vitórias na carreira.

Mattia Frapporti, o irmão caçula, é profissional desde 2014, em 2017 se juntou ao irmão mais velho para correr pela Androni-Giocatoli também. Possui apenas uma vitória na carreira e sem muita expressão.

Simona, ao contrário dos irmãos, tem seu destaque em provas na Pista. Já tendo vencido campeonato nacional de Perseguição Individual, Omnium, Scratch e 500m Contra-Relógio, além do título europeu em perseguição por equipes.

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5 – Edmondson

Annete e Alexander Edmondson. Dupla australiana, ele com 25 e ela 27. Alexander com bem mais destaque nas provas de pista, nas modalidades de Perseguição Individual e por Equipes, na estrada seu maior destaque é o título nacional de 2018.

A irmã mais velha, Annete, também tem suas honras no ciclismo de pista, mas nas modalidades de Omnium e Perseguição por equipes, chegando a ser campeã mundial 1x no Omnium e 2x na Perseguição. Na estrada já venceu algumas etapas, com destaque pra Classificação Geral da Volta de Chongmin Island.

Annete e Alex Edmondson com suas medalhas na pista!

4 – Pieters

Roy (29) e Amy (27), dupla holandesa. Roy ciclista de pista, com muito pouco destaque em provas grandes.

Enquanto Amy alterna entre corridas na estrada e competições de pista. Já ganhou um mundial na prova de Madison, além de vencer provas na estrada como o GP van Drenthe e Omloop Het Nieuwsblad. Amy corre pela Boels-Dolmans, desde 2016, onde conta com companheiras de equipe como Annika Langvad, Anna Van der Breggen e Amalie Dideriksen.

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3 – Longo-Borghini

Paolo e Elisa, também italianos. Ele 38 e ela 27, o irmão, foi profissional de 2004 a 2014, tendo passagens marcantes pela Liquigas-Cannondale. Acumulou apenas 1 vitória profissional, mas sempre foi um excelente gregário enquanto corria, chegando a ajudar Peter Sagan.

Paolo Longo-Borghini em sua época de Liquigás-Cannondale!

Elisa, é profissional desde 2011, coleciona títulos desde então. Atualmente na equipe feminina da Trek-Segafredo, mas também com passagem pela Wiggle High-5. No currículo Elisa leva 1 Rota da França, Trofeu Alfredo Binda, Strade Bianche, Tour de Flandres, além de bronze olímpico e mundial.

Elisa ostentando as cores da equipe que está defendendo na temporada de 2019

2 – Ferrand-Prevot

Evan e Pauline-Ferrand Prevot. Há pouquissimos registros de corridas de Evan, sendo a maioria delas regional ou de bem pouca importância, o irmão mais velho (29), nunca chegou nem perto dos resultados e reconhecimento da irmã caçula.

Evan Ferrand-Prevot, bem longe de ter o mesmo destaque da irmã!

Em compensação Pauline é um gênio sobre 2 rodas! Desde cedo chama a atenção, não importando onde ela corra, seja na Estrada, MTB XCO ou Cyclocross, ela estará sempre brigando pela posição mais alta do pódio. Coleciona campeonatos mundiais: 1x Estrada, 4x Mountain-Bike (1 XCO e 3 Revezamento por Equipes) e 1x Cyclocross. Fora os diversos outros títulos!

Pauline é destaque pelas modalides em que passa!

1 – Meares

Kerri e Anna, dupla australiana de 38 e 35 anos respectivamente. A irmã mais velha, também nunca teve o mesmo destaque da mais nova, ganhando apenas algumas medalhas em Mundiais de Pista. Mas sempre serviu de inspiração.

Por outro lado, Anna, dispensa apresentações. É a mulher com mais ouros em mundiais de pista, somando um total de 11 títulos, além de mais 2 ouros olímpicos, nas disciplinas de 500m Contra-Relógio, Keirin, Sprint e Sprint por equipes. O currículo dela é invejável!

Kerrie e Anna Meares, ambas celebrando medalhas nos jogos Commonwealth!

Menção Honrosa – Mossana e Makseb Debesay

Longe de todos os holofotes das grandes provas europeias de ciclismo, a dupla de irmãos da Eritreia, compete apenas dentro do próprio continente africano. Foram os primeiros a garantirem vagas olímpicas no ciclismo, para Tokyo 2020, após vencerem o campeonato continental Africano

Sobre Estagiário 45 Artigos
Menos conhecido por Giovanni Santana, é graduando em Engenharia de Aquicultura (UFPR). Ciclista de fim de semana, entusiasta e corneta em tempo integral.