Conhecendo Ilhabela de e-bike, vale a pena?

Fala pessoal, acho que todo mundo que usa a bicicleta, seja pra transporte, lazer ou esporte, sente vontade em conhecer diversos lugares e cidades com a sua ‘magrela’. O fato de passar pelas paisagens em velocidade menor que de carros e motos por exemplo, além da sensação de liberdade e de pertencer ao local que está, são os principais fatores que nos levam a isso. Resolvi experimentar em Ilhabela, litoral norte do estado de São Paulo.

Porém, muitas vezes não conseguimos levar a nossa bicicleta para as viagens, e ai, qual a solução? ALUGUEL! Nem sempre nos fornece a melhor opção de bike (até porquê a melhor opção sempre é a nossa!), muitas vezes também o preço pode não agradar. Mas como eu queria MUITO conhecer lá, me dei ao luxo.

A BIKE

A opção encontrada na região foi a Dome Bikes, eles fazem o aluguel de bikes elétricas, como opções eles disponibilizam a FAT, que é capaz de encarar qualquer desafio com você e um modelo URBAN pra quem deseja apenas um passeio tranquilo.

Optei pela Fat Bike, essas com o pneuzão largo igual um trator! Elas são equipadas com freios a disco, câmbios shimano de 7v, além de um painel digital informativo. O motor conta com 5 níveis de intensidade de ajuda, reguladas pelo próprio usuário.

Foi a primeira vez que andei numa elétrica e numa Fat Bike! Duas experiências em uma só. A sensação de usar uma e-bike é fantástica, aproveitei pra usar a ajuda nas subidas da região, enquanto nas região planas, na ciclovia a beira-mar, fui com minhas próprias pernas! O legal da bicicleta com pedal assistido, é que por mais que haja a ajuda, você precisa manter a pedalada, senão o motor não funciona… Então por mais que esteja no nível 5 de intensidade, você ainda têm a sensação de estar movendo todo o conjunto.

A bicicleta é mais pesada que as convencionais, nas descidas ela pega bastante embalo e é bom aproveitar isso no relevo acidentado, porém é importante tomar cuidado, já que a manobrabilidade dela também é bem diferente das que estamos acostumados. Já nas subidas o peso complica um pouco, de fato, em locais mais inclinados seria ideal um ‘range’ um pouco maior dos pinhões traseiros. Lembrando também que pedalar em pé em subidas, com o motor funcionando, nem sempre é uma boa opção, já que você acaba tirando o peso do eixo traseiro e a bicicleta tende a patinar.

O PERCURSO

Segui a recomendação do atendente da loja. E resolvi conhecer as praias do Norte da Ilha. Saindo da loja, fui até a praia do Jabaquara. O percurso é bem misto, você conta com trechos planos na ciclovia, subidas e descidas, asfalto e até mesmo um trecho de estrada de terra.

Não trouxe garmin, tampouco tinha memória pra baixar o Strava no celular, mas aqui vai o percurso via Google Maps.

Durante todo o tempo você vai costeando o oceano atlântico, as imagens ajudam a revigorar o fôlego. Você pode optar por parar nas praias do percurso pra respirar, tomar uma água e desfrutar das paisagens. As opções são bem vastas: Pacuiba, Armação, Pedra do Sino entre outras.

Na Praia do Jabaquara, existe um restaurante que possui convênio com a Dome. Você ganha um suco e ainda pode recarregar a bike. Eles disponibilizam um cardápio vasto, com bebidas, porções, almoços completos, além de possuírem áreas com mesas, guarda-sóis e espaço na praia e banheiros.

Em resumo, adorei o passeio e a experiência com a bike, recomendaria a todos os amigos que pedalam. E como as bicicletas tem motor, é relativamente tranquilo pra levar alguém que não tem tanta experiência ou condicionamento físico, além do que as opções de paradas em praias são diversas, caso não queira ir até a do Jabaquara, pode se estabelecer em alguma antes!

OBS: Caprichem no repelente!
OBS2: Se forem entrar no mar, leve uma troca de roupa seca. Mar+areia+selim não é uma combinação nada agradável!

BOM PASSEIO!

Sobre Estagiário 50 Artigos
Menos conhecido por Giovanni Santana, é graduando em Engenharia de Aquicultura (UFPR). Ciclista de fim de semana, entusiasta e corneta em tempo integral.