Mundial de Estrada: os 10 favoritos para vestir a arco-íris

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A chance da prova de domingo ir para um grande sprint em massa é quase de 100%. Mas, esse “quase” é devido à possibilidade de acontecer o que vimos hoje na categoria júnior masculino, onde Jakob Egholm (Dinamarca) venceu em fuga solitária.

Com isso, aqui estão os caras que vão para a vitória, faça chuva ou faça sol, apesar de sempre ser possível dar aquela zebra (ou um camelo, já que estamos falando do deserto 🙂 )

Peter Sagan: será que vem o bi?

Ele vem disparado nas apostas que estão rolando na Europa (sim, os caras ganham dinheiro se acertarem quem vencerá o mundial!), e não é por menos, pois Sagan é uma máquina de resultados. O grande problema dele é a equipe, a Eslováquia vem com um time pequeno, e não terá chances de duelar nos quilômetros finais com as poderosas esquadras da Alemanha, Itália ou Grã-Bretanha. Com isso, Sagan terá de se resguardar e brigar muito para conseguir seu lugar, além de ter sorte para escapar dos cortes que podem ocorrer no pelotão com os fortes ventos que tem soprado durante a semana.

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Vencer dois títulos mundiais consecutivos seria o máximo no ciclismo, mas algo plausível para Peter Sagan.

Alemanha e seu “Trio fantástico”: Greipel, Kittel e Degenkolb

Para aquelas equipes que não tem velocistas de qualidade, saibam: está sobrando no time da Alemanha!  Greipel, Kittel e Degenkolb ainda não decidiram quem vai liderar quem, mas é fato que Greipel, o mais velho, não quer largar o osso de jeito algum. Com isso, ele deve ser o homem a ser protegido pelo time alemão, e Kittel o outro.

Degenkolb é o mais resistente dos três, por já ter vencido clássicas como a Paris-Roubaix e a Milão-San Remo, a segunda tem quase 300km de trajeto. Com isso, dos três velocistas alemãos, é difícil dizer quem será o mais forte na chegada, pois o calor e a quilometragem da prova podem privilegiar Degenkolb, mas é como se diz: será uma caixinha de surpresas!

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John Degenkolb poderia ser uma zebra se vencesse a prova, apesar dele ser o velocista mais resistente da Alemanha. Todavia, todos apostam em Kittel ou Greipel.

Mark Cavendish: o homem a ser batido?

Publicamos um artigo em nosso site, onde descrevemos toda a temporada de 2016 e a busca de Mark Cavendish por esse título mundial. É fato que em seus tempos áureos, ele dificilmente perderia uma prova com as características deste mundial em Doha.

Confira a reportagem sobre Cavendish aqui.

Cavendish é o primeiro líder do Tour 2016
Cavendish foi o primeiro líder do Tour 2016

Fernando Gaviria, a jóia colombiana

Após sua vitória na Paris Tours neste último final de semana, Gaviria vem para o mundial com alto astral e com a sensação de ter atingido um novo pico em sua brilhante primeira temporada com a Etixx-QuickStep.

Confira a vitória surpreendente de Gaviria na Paris-Tours aqui.

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Alexander Kristoff: a Noruega tem suas cartas para jogar

Poucos tem lembrado dos noruegueses, mas eles vem muito bem preparados para qualquer mundial, haja vista os grandes resultados conquistados nas categorias de base todos os anos. O país já venceu um mundial com o grande Thor Hushvod, que bateu o sprint no mundial de 2010 em Melbourne (Austrália) quando corria para a Garmin. Neste ano, além de Kristoff, eles tem Edvald Boasson Hagen, que está em grande fase e deve ajudar Kristoff a chegar bem posicionado para o sprint, do mesmo modo como ele faz com Cavendish nas provas pela Dimension Data. Além disso, “Ed Boss” é um cara que pode sair em uma fuga no final da prova e decidí-la. Tudo pode acontecer.

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Kristoff está entre os grandes favoritos ao título.

Demare ou Bouhanni, o impasse francês

Assim como a Alemanha, a França tem mais de um líder para a prova, o que pode incrementar as chances do país sair com uma medalha deste mundial. Em nossa análise, Demare seria um velocista com características distintas de Bouhanni, e os dois poderiam se complementar. O primeiro seria voltado para uma prova mais agressiva, estilo clássica, onde podem ocorrem cortes no pelotão ou mesmo a ocorrência de ventos. Já Bouhanni seria o velocista puro, capaz de fazer frente com os grandes em uma chegada em massa. Vai ser interessante como o técnico francês irá montar a estratégia da equipe, mas é fato que eles buscarão a vitória.

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Bélgica: querem transformar a prova no caos!

Não há nenhum velocista puro na equipe da Bélgica, mas há vários especialistas em clássicas que podem causar o caos na prova. Dentre eles está o campeão olímpico Greg Van Avermaet ou o veterano Tom Boonen, que gosta de correr no calor do Qatar e tentará levar a prova para o sprint se for um pequeno grupo.

O time tentará de qualquer jeito  quebrar o pelotão, com atletas de alta estatura e passistas natos, os belgas podem fazer estrago no Qatar se houver ventos fortes e laterais, e a chance é grande.

Belgian cyclist Greg Van Avermaet (2nd L) and Belgian cyclist Philippe Gilbert (R) in action at the men's road race cycling event at the 2016 Olympic Games in Rio de Janeiro, Brazil, Saturday 06 August 2016. BELGA PHOTO YUZURU SUNADA
Assim como nas Olimpíadas, poucos apostavam na Bélgica, mas eles vêm, como sempre, para vencer!

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