Giro d’Itália: confira as 8 etapas decisivas

Vincenzo Nibali wearing Pink Jersey holds the Trofeo Senza Fine Award with his teammates of Astana Pro Team on the final podium of the 99th Giro d’Italia cycling race. Torino, 29 May 2016. ANSA/CLAUDIO PERi
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A rota do Giro d’Itália é sempre desafiadora e nesta centésima edição da prova a organização caprichou e colocou tudo que a geografia da Itália oferece, desde a largada na ilha de Sardenha, a passagem pelo vulcão Etna, etapas nos Alpes e Dolomites, além de passagens por belíssimas cidades de interior que recebem muitos turistas em decorrência da competição, e ao final a chegada é na capital da moda Milão!

Fizemos uma análise detalhada das etapas e aqui selecionamos as 8 etapas que serão as responsáveis por decidir a competição e delas sairá o campeão do Giro 100.

Em breve nossa análise de todas as etapas e os favoritos de cada uma delas!

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Etapa 4 – Cefalu – Etna 181km

Logo na primeira semana os organizadores já desafiarão os ciclistas com a chegada no Vulcão Etna. A primeira metade da etapa possui uma dura subida com 31km de extensão e 5% de inclinação média, com picos de 13%, o que deve fazer com que as grandes equipes como Sky, BMC e Movistar coloquem um ritmo forte evitando ataques. Essa subida intermediária também deve causar pânico no pelotão para aqueles que não tenham chegado com uma condição tão boa ao Giro, é justamente isso que essa etapa fará: seleção natural!

A subida final no Etna é monstruosa e possui 18km, com nível de dificuldade altíssimo e com inclinação média de 7,2%! Em 2011 essa chegada foi palco da vitória de Alberto Contador que na época pegou a camisa rosa de líder nesta etapa. Aqui é dia dos escaladores puros aparecerem, vai ser épico!

Etapa 9 – Montenero di Bisaccia – Blockhaus – 139km

Depois de várias etapas planas e mistas, alguns ciclistas começarão a sentir o cansaço nas pernas. A chegada no Blockhaus, na Suíça, levará os ciclistas de pouco mais de 100m ao nível do mar, até 1674m, isso em 26km de escalada. Esse será o momento em que o campeão do Giro começará a se desenhar, mas com 2 contra-relógios pela frente, os escaladores tentarão de tudo para pegarem a camisa nesse dia, para então perderem tempo nos cronos.

 

Etapa 10 – Foligno – Montefalco (CRI) – 39,8km

O dia do sofrimento já tem hora e local marcados, serão quase 40km contra o cronômetro, nos quais os escaladores puros como Mikel Landa (Sky), Domenico Pozzovivo (Ag2r) e muitos outros terão de fazer o impossível para se manterem vivos na disputa. Aqui todos os holofotes estarão em Rohan Dennis (BMC) e Tom Dumoulin (Sunweb), que no papel se mostram os dois contra-relogistas mais fortes da prova, mas com a etapa de montanha no dia anterior é fato que os dois estarão bastante desgastados por tentar acompanhar os escaladores, então poderão haver novos favoritos para o dia como Geraint Thomas (Sky), Thibaut Pinot (FDJ), Ilnur Zakarin (Katusha) ou mesmo Nairo Quintana (Movistar).

Etapa 14 – Castellania – Oropa – 131km

O encurtamento de etapas com chegada ao alto tem sido uma tendência no ciclismo, aumenta a quantidade de ataques e privilegia aqueles que conseguem recuperar rápido entre as etapas. Essa jornada com chegada à mítica montanha de Oropa é uma daqueles que exigirão muito das equipes para manterem a ordem no pelotão e não deixarem ciclistas fortes escaparem nas fugas que acontecerão na parte plana da etapa. Aqui a tendência é ocorrer ritmo alto, beirando os 50 km/h de média até a chegada final, a segurança dos atletas em etapas rápidas assim é uma questão e tudo pode se perder em dias assim.

A subida para  Oropa tem 12km e 6,2% de inclinação, não será suficiente para causar estragos muito grandes na geral, mas pode pegar de surpresa aqueles que já estejam sentindo o cansaço acumulado após 2 semanas de prova. Cabeças vão rolar!

Etapa 16 – Rovetta – Bormio – 222km

A organização do Giro fez uma terceira semana duríssima, começando com a Etapa 16, após o terceiro dia de descanso, que é um monstro. A começar pela primeira escalada ao Mortirolo, que já foi palco de muitas batalhas em toda a história do Giro. Depois vem o Passo di Stelvio que é a montanha pavimentada mais alta de toda a Europa e que será o famoso Cima Coppi, que é um prêmio dado para o ciclista que passar primeiro pelo ponto mais alto de toda a volta. Existem dúvidas se haverá neve nessa etapa e, diferente de outros anos em que o Protocolo de Clima Extremo da UCI ainda não tinha sido implementado, nesse ano a prova pode ser encurtada se houver condições climáticas desfavoráveis.

A chegada no plano, após a passagem por Bormio, na Suíça, deve promover o duelo entre alguns ciclistas ponteiros e ciclistas que tentem ganhar tempo andando solo numa etapa como essa, pode pagar o preço do cansaço nas próximas etapas, que são igualmente duras!

Etapa 18 – Moena – Ortisei/St. Ulrich – 137km

Com apenas 137km, a etapa 18 tem 5 picos alpinos pelo caminho, a etapa acontece após dois difíceis dias nos quais os atletas terão de superar não só as dificuldades do terreno, mas também o cansaço físico e mental acumulados de muita competição. A chegada em Saint Ulrich possui 500m de paralelepípedo, e é uma subida estranha, que começa com apenas 4% de inclinação e então vai inclinando até chegar aos últimos 3km que possuem média de 9,3km. Etapa propícia para Nairo Quintana (Movistar) atacar e ir embora. A séria de montanhas ilustres na etapa (Passo Pordoi, Valparola, Gardenia…) deve fazer com a etapa seja uma verdadeira batalha com caos do início ao fim.

 

Etapa 19 – San Candido/Innichen – Piancavallo – 191km

Com 15,4km e 7,2% de inclinação, o Piancavallo é a penúltima chegada ao alto da semana e do Giro 2017, a montanha é conhecia por ser uma famosa região para os praticantes de Ski, que vem para os Resorts treinar esportes de inverno ou passar as férias. Para os ciclistas, as férias ainda dependem de mais alguns quilômetros de sofrimento, de modo que esta será uma etapa tão propícia para a Geral, quanto para aqueles que sonham em vencer uma etapa.

Etapa 20 – Pordenone – Asiago – 190km

Geralmente as voltas de 3 semanas que terminam com um crono colocam na etapa anterior uma etapa mais light, também chamadas de etapas de transição, nas quais os escapados podem tentar vencer. A organização do Giro mais uma vez decidiu complicar a vida dos ciclistas e a vigésima etapa será o palco para mais uma batalha pela geral e pela vitória de etapa. Aqui será super importante um ciclista da geral ter uma forte equipe para auxiliá-lo a não se desgastar tanto e assim conseguir chegar “inteiro” para disputar o contra-relógio final da prova, que apesar de ser plano, ainda pode esconder surpresas.

Desta forma, ciclistas com equipes mais fracas como Tom Dumoulin (Sunweb) e Bauke Mollema (Trek-Segafredo) terão de “sobreviver aqui para ainda sonhar com um pódio ou uma boa posição na geral.

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